FONPLATA

En la película La Misión (Roland Joffé, 1986), el emisario del Vaticano queda impresionado con los logros comerciales de los asentamientos regidos por los sacerdotes jesuitas. Los documentos históricos señalan que, en efecto, a mediados del siglo XVIII las misiones jesuíticas eran centros eficientes y modernos de producción agrícola, ganadera y de otros bienes.

Por Juan Notaro, Presidente Ejecutivo de FONPLATA*

El filme también muestra cómo los jesuitas incentivaron el cultivo de otro tipo de riqueza. Las tradiciones, la música y hasta la gastronomía de esas regiones. La convivencia, además, dio paso a expresiones artísticas y culturales que resultaron de esa mezcla, y que hoy son parte del patrimonio de las zonas misioneras de Sudamérica.

Geográficamente, además, las misiones jesuíticas se levantaron en el lugar que muchos años después sería el área de operaciones e influencia de la institución que presido: la Cuenca del Plata. Ese sistema fluvial era, a su vez, la red que mantenía conectadas las misiones entre sí y con el mundo exterior.

El corredor de las misiones jesuíticas de Sudamérica es hoy una unidad geográfica, patrimonial y cultural única en el mundo. Una unidad, además constituida por los países en los que trabaja FONPLATA: Argentina, Bolivia, Brasil, Paraguay y Uruguay.

Eso nos coloca como institución en una posición privilegiada para contribuir al desarrollo, el crecimiento y el aprovechamiento de los recursos humanos, turísticos y culturales de las zonas de misiones jesuíticas en América del Sur.

Es lo que nos motivó a firmar recientemente una línea de financiamiento con el Banco Interamericano de Desarrollo por 100 millones de dólares, para potenciar oportunidades económicas, sociales y culturales en lo que hemos definido como el Corredor de las Misiones Jesuíticas, con proyectos de infraestructura de conectividad, de integración regional en turismo y desarrollo de ciudades fronterizas, entre otros.

Pero nuestro compromiso con el desarrollo de las áreas vinculadas a las misiones jesuíticas es anterior a este convenio y está ligado a la propia historia de FONPLATA.

En Bolivia hemos financiado varios tramos carreteros en la zona de la Chiquitanía, donde se asientan la mayoría de las misiones jesuíticas del país, incluso algunas de ellas son un claro ejemplo de cultura viva, en la que habitantes y pobladores originarios de la zona cultivan y promueven sus tradiciones.

En Paraguay también estamos financiado proyectos carreteros en el oriente del país, zona en la se asientan algunas de las misiones jesuíticas y que es fronteriza también con áreas de presencia jesuítica en Argentina, donde también tenemos proyectos en provincias como Misiones, Chaco, Corrientes y Formosa, dando testimonio de nuestro compromiso con el desarrollo en el NE argentino y contribuyendo a que el Corredor de las Misiones Jesuíticas de Sudamérica sea un polo de desarrollo, además su fomentar su potencial turístico y cultural.

Adicionalmente, en el plano cultural, también estamos comprometidos a apoyar el Festival de Música Barroca que bianualmente se realiza en Santa Cruz de la Sierra, el rescate de la música que se compuso en las misiones, buena parte de ella aún en viejos archivos, así como la diversa gastronomía de esta zona del continente.

En suma, el desarrollo del Corredor de las Misiones Jesuíticas de Sudamérica es un objetivo que compartimos, no solo con el BID, sino también con los gobiernos de cada uno de los países que lo forman (Argentina, Bolivia, Brasil, Paraguay y Uruguay), pero también con sus tradiciones, su cultura y, sobre todo, su gente.

*Texto originalmente publicado en la columna mensual de Juan Notaro en HuffPost

 

Publicado en Noticias

No filme ”A Missão” (Roland Joffe, 1986), o emissário do Vaticano está impressionado com as conquistas comerciais dos assentamentos dirigidos por sacerdotes jesuítas. Os documentos históricos indicam que, de fato, em meados do século XVIII as missões jesuíticas eram centros eficientes e modernos de produção agrícola, pecuária e de outros bens.

Por Juan E. Notaro, presidente executivo do FONPLATA*

O filme também mostra como os jesuítas incentivaram o cultivo de outro tipo de riqueza. As tradições, a música e até a gastronomia dessas regiões. A convivência, além disso, deu lugar a expressões artísticas e culturais que se originaram dessa mistura, e que hoje fazem parte do patrimônio das áreas missionárias da América do Sul.

Geograficamente, além disso, as missões jesuíticas foram erguidas no local que muitos anos depois seria a área de operações e influência da instituição que presido: a Bacia do Prata. Esse sistema fluvial era, por sua vez, a rede que mantinha as missões conectadas entre si e com o mundo exterior.

O corredor das missões jesuíticas da América do Sul é hoje uma unidade geográfica, patrimonial e cultural única no mundo. Uma unidade também constituída pelos países com os quais o FONPLATA trabalha: Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai.

Isso nos coloca como uma instituição em posição privilegiada para contribuir para o desenvolvimento, crescimento e exploração dos recursos humanos, turísticos e culturais das áreas da missão jesuíta na América do Sul.

Foi isso que nos motivou a assinar recentemente uma linha de financiamento com o Banco Interamericano de Desenvolvimento de 100 milhões de dólares, para aumentar as oportunidades econômicas, sociais e culturais na áreas que definimos como Corredor de Missões Jesuíticas, com projetos de infraestrutura de conectividade, integração regional em turismo e desenvolvimento de cidades fronteiriças, entre outros.

Mas o nosso compromisso com o desenvolvimento das áreas ligadas às missões jesuíticas antecede este acordo e está ligado à própria história do FONPLATA.

Na Bolívia, financiamos vários trechos de estradas na área de Chiquitos, onde a maioria das missões jesuíticas do país estão localizadas, inclusive algumas delas são um claro exemplo de cultura viva, na qual os habitantes e moradores da região cultivam e promovem suas tradições.

No Paraguai também estamos financiando projetos rodoviários no leste do país, uma área onde estão algumas missões jesuíticas e que também faz fronteira com áreas de presença jesuíta na Argentina, onde também temos projetos em províncias como Misiones, Chaco, Corrientes e Formosa, dando testemunho de nosso compromisso com o desenvolvimento no noroeste argentino e contribuindo para que o Corredor das Missões Jesuíticas da América do Sul seja um pólo de desenvolvimento, além de fomentar seu potencial turístico e cultural.

Além disso, no plano cultural, também estamos comprometidos em apoiar o Festival de Música Barroca que é realizado semestralmente em Santa Cruz de la Sierra, o resgate de músicas que foram compostas nas missões, muitas delas ainda em antigos arquivos, bem como como a diversa culinária desta parte do continente.

Em suma, o desenvolvimento do Corredor de Missões Jesuíticas da América do Sul é um objetivo que compartilhamos, não apenas com o BID, mas também com os governos de cada um dos países que o integram (Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai), mas também com suas tradições, sua cultura e, acima de tudo, seu povo.

* Texto originalmente publicado na coluna mensal de Juan Notaro no The Huff Post

Publicado en Noticias

Ela participa na Bolívia de um evento internacional de culinária missioneira

A chef Tanea Romão será uma das protagonistas do "Missões Jesuíticas da América do Sul", um jantar beneficente que irá resgatar os melhores pratos da culinária missioneira da região. Para isso, ela viajará para a Bolívia onde vai se encontrar com os também chefs Gunther Moros (Argentina), Juan Rodríguez (Argentina), Julio Kubber (Bolívia), Ever Valenzuela (Paraguai) e Laura Rosano (Uruguai).

O encontro será em Santa Cruz de la Sierra. O desafio é compartilhar suas experiências e sabores em um menu que será degustado em um evento para arrecadar fundos para a Área Pediátrica do Hospital Oncológico do Oriente Boliviano.

Ela também fará parte de um workshop e simpósio gastronômico no âmbito do "Posokoa Gourmet", o festival que será realizado entre 7 e 9 de setembro na cidade de San José de Chiquitos.

"Esse encontro na Bolívia é uma ótima oportunidade para a formação de uma rede sul-americana de chefs e profissionais da gastronomia, com acadêmicos, pesquisadores, nutricionistas, cozinheiros profissionais e a inclusão de personagens que possam contribuir com suas memórias", disse Romão.

Para essa pesquisadora da culinária brasileira, a comida não só une as pessoas, mas também resgata histórias e lembranças.

"O intercâmbio cultural é muito importante nesse processo".

Suas palavras não vêm de sua memória. Pelo contrário. Elas são parte de sua experiência. Tanea está convencida de que a cozinha caseira deve ser resgatada. "Você tem que começar a coletar receitas, gravá-las e reproduzi-las", concluiu.

Publicado en Noticias

Estará en Bolivia para participar en un evento internacional de cocina misionera. 

La chef Tanea Romão será una de las protagonistas de “Misiones Jesuíticas de Sudamérica”, una cena benéfica que rescatará los mejores platos de la cocina misionera de la región. Para ello, viajará hasta Bolivia para unirse a Gunther Moros (Argentina), Juan Rodríguez (Argentina), Julio Kubber (Bolivia), Ever Valenzuela (Paraguay) y a Laura Rosano (Uruguay).

El encuentro será en Santa Cruz de la Sierra. El reto será compartir sus experiencias y sabores en un menú que se degustará en una gala que tiene como objetivo recaudar fondos para el Área de Pediatría del Hospital Oncológico del Oriente Boliviano.

También formará parte de un taller y un simposio de gastronomía en el marco del “Posokoa Gourmet”, un festival que se realizará entre el 7 y 9 de septiembre en la población  de San José de Chiquitos.

“Este encuentro en Bolivia es una gran oportunidad para la formación de una red sudamericana de cocineros y profesionales de la alimentación, con académicos, investigadores, nutricionistas, cocineros profesionales y la inclusión de personajes que puedan contribuir con sus memorias”, afirmó Romão.

Y es que para esta investigadora de la cocina brasileña, la comida no solo une a las personas, sino que también rescata historias y recuerdos. “El intercambio cultural es muy importante en ese proceso”.  

Sus palabras no surgen de su memoria; por el contrario son parte de su experiencia. Es una convencida de que se debe rescatar la cocina casera. “Hay que comenzar recoger recetas, registrarlas y reproducirlas”, concluyó.

 

Publicado en Noticias

Con la chef Inés España como anfitriona, elaborarán un menú que podrá degustarse en una gala solidaria el jueves 6 de septiembre. También ofrecerán un taller y participarán en un simposio en el marco del Posoka Gourmet. 

¿Es posible integrar países a través de la gastronomía? Bajo esa interrogante, seis chefs internacionales se reunirán en Santa Cruz para compartir sus experiencias y sabores, y darle forma a un menú de degustación que será ofrecido en la cena benéfica “Misiones Jesuíticas de Sudamérica”.

La gala, auspiciada por FONPLATA y el Banco Interamericano de Desarrollo (BID), y con la chef cruceña Inés España como anfitriona, se realizará el jueves 6 de septiembre, desde las 19:30, en el Hotel Camino Real. Los fondos serán donados al Sector de Pediatría del Hospital Oncológico del Oriente Boliviano, en Santa Cruz de la Sierra.

Gunther Moros (Argentina), Juan Rodríguez (Argentina), Julio Kubber (Bolivia), Tanea Romão (Brasil), Ever Valenzuela (Paraguay) y Laura Rosano (Uruguay) serán los protagonistas de la cena. Juntos prepararán un menú de degustación para 150 personas con los mejores platos de la cocina misionera de cada uno de sus países.

El evento forma parte de las actividades del Festival “Posoka Gourmet”, que se realizará entre el 7 y 9 de septiembre en San José de Chiquitos, organizado por el Plan Misiones, Gobierno Municipal de San José, CEPAC, CEPAD y AJHOGA.

Además de preparar el menú de la cena benéfica, los chefs formarán parte de un taller y un simposio de gastronomía en el marco del “Posoka Gourmet”.

La cena, también se cuenta con el apoyo de AVA (Ayuda Voluntaria en Acción), que trabaja hace ocho años con el sector de salud y niños; y colaborará con la gestión para realizar una adecuada entrega de las donaciones y apoyo logístico en el evento.

 

Publicado en Noticias

A Diretoria Executiva do FONPLATA aprovou em 14 de agosto de 2018 o projeto Itajaí Moderna e Sustentável para melhorar a qualidade de vida dos moradores desta cidade localizada no estado de Santa Catarina, região sul do Brasil. Através do financiamento de US$ 62,50 milhões serão feitas obras de infraestrutura urbana e socioambiental para o benefício dos quase 300 mil habitantes do local.

Entre as melhorias estão a ampliação da mobilidade urbana através da recuperação dos pavimentos, da reabilitação e adaptação do sistema de vias, além da drenagem pluvial tendo em conta que a cidade está cercada por rios que transbordam em determinados períodos do ano impedindo o trânsito de pessoas e de bens; além da recuperação de áreas públicas de recreação e de descanso.

Publicado en Noticias

El Directorio Ejecutivo de FONPLATA aprobó el 14 de agosto de 2018 el proyecto Itajaí Moderna y Sostenible para mejorar la calidad de vida de los habitantes de esta ciudad ubicada en el estado de Santa Catarina, región sur de Brasil. A través del financiamiento de US$ 62,50 millones se harán obras de infraestructura urbana y socio ambiental para el beneficio de sus casi 300 mil habitantes del local.

Entre las mejorías están la ampliación de la movilidad urbana a través de la recuperación de la pavimentación, rehabilitación y adaptación del sistema de vías, además del drenaje pluvial teniendo en cuenta que la ciudad está rodeada por ríos que se desbordan en determinados períodos del año impidiendo el tránsito de personas y de bienes; además de la recuperación de áreas públicas de recreación y de descanso.

Publicado en Noticias

*Por Juan Notaro

Acabamos de vivir un mes de fervor futbolero a escala global. El Mundial Rusia 2018 ha dejado algunas tristezas, pero también muchas emociones, especialmente en los países de la Cuenca del Plata presentes en el torneo: Argentina, Brasil y Uruguay.

Casualmente, o quizá no tanto, estos son también los países líderes en "exportación" de jugadores de fútbol, siendo Uruguay, quién además encabeza el ranking de jugadores transferidos anualmente en proporción con el número total de habitantes del país (96 por cada millón de uruguayos).

Access here the English version.

De acuerdo a cifras recientes del CIES Football Observatory, en el último año han salido de Brasil más 1.200 jugadores, principalmente con destino a Portugal, unos 760 argentinos con Chile como principal destino, y más de 320 uruguayos, para sumarse principalmente a clubes argentinos.

Por otro lado, Paraguay aparece también en este ranking cuando se mide la cantidad de jugadores "exportados" por cada millón de habitantes, con 22 futbolistas enviados al extranjero por cada millón de paraguayos, para un total de 144 expatriados, lo que los ubica en el puesto 14 a escala mundial.

Bolivia, aunque tiene muy buenos jugadores internacionales, parece ubicarse más del lado de la demanda. De hecho, es el tercer país latinoamericano en porcentaje de jugadores extranjeros en sus filas (25%), detrás de México y Chile, siempre según el CIES Football Observatory.

De estas cifras se desprenden algunas conclusiones evidentes. La primera es que el fútbol es el deporte número uno para los cinco países de la Cuenca del Plata. Y la segunda, es que con ese interés y esos volúmenes de transferencias, es una actividad que, con certeza, debe tener impacto en la economía.

Las cifras en ese sentido no son precisas, ni las metodologías de medición son iguales para todos los países y las cifras disponibles no están muy actualizadas, pero el fútbol profesional -en su globalidad- puede aportar a la economía de un país desde un 0,6%, como el caso de Uruguay, hasta un 2,2% en Brasil o Argentina (aunque en este último país las mediciones incluyen indicadores como el consumo de bebidas y comidas en bares y restaurantes durante los partidos). Y sin duda, la clasificación a una Copa del Mundo, genera un impacto aún mayor en la economía de los países.

¿Deberíamos entonces, priorizar políticas para conseguir un mayor impacto del fútbol en los resultados del desempeño económico de un país? ¿Tener muchos cracks y así poder transferirlos a buen precio y, además, aumentar las probabilidades de clasificar al Mundial?

Privilegiar este enfoque, que sin duda puede ser muy relevante, sería en gran medida maximizar el impacto aún mayor que tiene el fútbol y los deportes en general como herramientas para promover valores, generar mayor inclusión social y equidad.

Aquí valdría la pena contar con la opinión de Simon Kuper, autor de Soccernomics -junto a Stefan Szymanski – , un libro que aborda el fútbol desde una perspectiva económica, pero también sociológica y antropológica.

En una entrevista con la revista "Letras Libres", Kuper afirma que en gran medida, el éxito futbolístico viene dado por la disponibilidad de lugares para practicarlo, y no necesariamente por la "pasión" que genere el deporte en un país o por el número de cracks de una determinada nacionalidad que van a jugar afuera.

Pero Kuper va más allá y asegura que en Europa "el Estado construye estadios de fútbol, fomenta el fútbol y a la vez el bienestar". Es decir, se fomenta el deporte, se ofrecen lugares seguros para practicarlo en los que se promueve, además, un espacio social para compartir más allá diferencias sociales o ideológicas.

¿El camino a una mejor sociedad (y con mejor fútbol) es, entonces, construir muchas canchas? No necesariamente, explica Marta Laverde, de la Fundación para la Reconciliación de Colombia y ex Especialista en Educación del Banco Mundial.

"No es el juego por el juego, se requiere tener una intencionalidad", afirma a propósito de un proyecto de Fútbol y Paz que lideró en Colombia. Agrega que esto es lo que hacen muchas organizaciones en el mundo al usar el fútbol como el medio para mejorar las sociedades.

De modo que se trata de una combinación de fútbol (con buenos lugares para practicarlos) y valores, como lo hacen, por ejemplo, la Academia Tahuichi en Santa Cruz de la Sierra, nuestra ciudad sede, y otras organizaciones de todo el mundo.

Con esta Academia Fonplata puso en práctica una alianza el año pasado para la celebración del "Mundialito", que reunió a más de 300 jugadores de ligas sub-20 de más de 20 países. Con el Ministerio de Deportes de Bolivia, que desarrolla una enorme tarea en el apoyo y creación de condiciones para facilitar la participación de jóvenes en distintas actividades deportivas, también co-organizamos un torneo de fútbol femenino sub-17 con participación de equipos de seis regiones del país.

También en otros países, como Brasil, muchos de nuestros proyectos de desarrollo urbano, incluyen la construcción o mejoramiento de lugares para la práctica deportiva, porque entendemos que los espacios públicos cuidados y mantenidos son aliados del desarrollo social.

"El atractivo único del fútbol reside en su capacidad para motivar y de trasmitir de manera efectiva mensajes importantes", sostiene Jürgen Griesbeck, Fundador y CEO, de Street Football World(Fútbol con Corazón), que usa el deporte para trabajar temas de violencia pandillera, exclusión y desempleo juvenil.

Si les damos a nuestros niños y jóvenes esas canchas, junto a estos mensajes, en 10 o 15 años tendremos no solo tantos o más cracks que ahora, sino también, lo que es mucho más importante, mejores sociedades.

*Texto publicado originalmente en la columna mensual de Juan Notaro en el Huffington Post

 

 

 

Publicado en Noticias

*Por Juan Notaro 

Acabamos de viver um mês de fervor, em escala global, em torno do futebol. A Copa do Mundo 2018 na Rússia deixou algumas tristezas, mas também muitas emoções, especialmente nos países da Bacia do Prata que participaram do torneio: Argentina, Brasil e Uruguai.

Casualmente, ou talvez nem tanto, estes também são os países líderes na “exportação” de jogadores de futebol, sendo o Uruguai, que está em primeiro lugar no ranking de jogadores transferidos anualmente em proporção ao total de habitantes do país (96 para cada um milhão de uruguaios).

Access here the English version

De acordo com números recentes do CIES Football Observatory, no último ano saíram do Brasil mais de 1.200 jogadores, principalmente com destino a Portugal; em torno de 760 da Argentina e tendo o Chile como principal destino; e mais de 320 uruguaios, principalmente rumo a clubes argentinos.

Por outro lado, o Paraguai aparece também neste ranking quando é medida a quantidade de jogadores “exportados” para cada um milhão de habitantes, com 22 jogadores de futebol enviados ao exterior para cada milhão de paraguaios, totalizando 144 expatriados, o que o posiciona na 14ª colocação em escala mundial.

A Bolívia, embora tenha muito bons jogadores internacionais, parece estar posicionada mais do lado da demanda. De fato, é o terceiro país latino-americano em porcentagem de jogadores estrangeiros (25%), atrás do México e do Chile, ainda segundo o CIES Football Observatory.

Esses números nos levam a conclusões evidentes: a primeira, que o futebol é o esporte número um para os cinco países da Bacia do Prata. E a segunda, é que com tanto interesse e com esse volume de transferências, é uma atividade que, com certeza, impacta a economia.

Os números não são precisos nem muito atuais, nem as metodologias de medição são as iguais para todos os países, porém, o futebol profissional - em sua globalidade - pode representar uma contribuição de 0,6% para a economia de um país, como é o caso do Uruguai, e até de 2,2% no Brasil ou na Argentina (embora neste último país as medições incluam indicadores como o consumo de comidas e bebidas em bares e restaurantes durante os jogos). E, sem dúvida, a classificação para a Copa do Mundo gera ainda maior impacto na economia dos países.

Deveríamos, então, priorizar políticas que possam aumentar o impacto do futebol nos resultados do desempenho econômico de um país? Ter muitos craques para transferi-los por bons preços e, além do mais, aumentar as chances de se classificar para a Copa?

Privilegiar esta abordagem, que sem dúvida pode ser muito relevante, significaria em grande parte maximizar o impacto que têm o futebol e os esportes em geral como ferramentas para promover valores, gerar maior inclusão social e equidade.

Aqui é importante levar em conta a opinião de Simon Kuper, autor de Soccernomics - junto com Stefan Szymanski –, livro que aborda o futebol a partir de uma perspectiva econômica, mas também sociológica e antropológica.

Em entrevista para a revista Letras Libres, Kuper sustenta que, em grande medida, o sucesso no futebol está ligado à disponibilidade de locais para praticá-lo e não necessariamente à “paixão” que o esporte possa gerar em um país ou ao número de craques de determinada nacionalidade que vão jogar no exterior.

No entanto, Kuper vai além e afirma que na Europa “o Estado constrói estádios de futebol, fomenta o futebol e também o bem-estar”. Isto é, incentiva o esporte, oferece locais seguros para praticá-lo nos quais, além do mais, promove um espaço social para compartilhar e que vai além das diferenças sociais ou ideológicas.

Então, o caminho para uma sociedade melhor (e com melhor futebol) é, então, construir muitos campos de futebol? Não necessariamente, explica Marta Laverde, da Fundação para a Reconciliação da Colômbia e ex-Especialista em Educação do Banco Mundial.

“Não é o jogar apenas pelo jogo, é preciso ter um propósito”, afirma, a respeito de um projeto de Futebol e Paz que liderou na Colômbia. Acrescenta, ainda, que é isto o que muitas organizações fazem em todo o mundo, quando usam o futebol como meio para melhorar as sociedades.

Trata-se, portanto, de uma combinação de futebol (com bons locais para praticá-lo) e valores, como é o caso, por exemplo, da Academia Tahuichi em Santa Cruz de la Sierra, nossa cidade sede, e de outras organizações do mundo todo.

Con esta Academia o Fonplata pos em prática uma aliança no ano passado para a realização do Mundialito, que reuniu mais de 300 jogadores da categoria Sub-20 de mais de 20 países. Com o Ministério do Esporte da Bolívia, que desenvolve um importante trabalho de apoio e de criação de condições para facilitar a participação de jovens em diversas atividades esportivas, coorganizamos, também, um torneio de futebol feminino Sub-17 com participação de times de seis regiões do país.

Também em outros países, como o Brasil, muitos de nossos projetos de desenvolvimento urbano incluem a construção ou a melhoria de locais para praticar esportes, porque acreditamos que os espaços públicos cuidados e preservados são aliados do desenvolvimento social.

“A atração única do futebol é sua capacidade de motivar e transmitir de forma eficaz mensagens importantes”, destaca Jürgen Griesbeck, Fundador e CEO do Street Football World (Futebol com Coração), que usa o esporte para abordar temáticas como a violência urbana, a exclusão e jovens em situação de desemprego.

Se oferecermos campos de futebol a nossas crianças e jovens, junto com essas mensagens, daqui a dez ou quinze anos teremos não apenas tantos ou mais craques que agora, mas também, o que é muito mais importante, melhores sociedades.

*Texto publicado originalmente na coluna mensal de Juan Notaro no Huffington Post.

Publicado en Noticias
Página 1 de 9

Proyectos en Brasil

Beneficiarios Brasil

Sede

Teléfono +591 3 315 9400
Fax +591 3 3371713
Avenida San Martín #155, barrio Equipetrol, edificio Ambassador Business Center Piso 3
Santa Cruz de la Sierra, Bolivia

Oficina de Seguimiento de Proyectos
Teléfonos +595 21 453 320
Avenida Mariscal López Nº 957
Asunción, Paraguay

Siguenos

Contacto Linkedin youtube Google+